Sobre
Nabi
Nabi é artista visual cuja prática investiga ancestralidade indígena, território e memória como campos vivos de elaboração simbólica. Transitanto entre cerâmica, pintura e desenho, sua produção articula matéria e cosmologia como gesto de permanência no contemporâneo.
Seu trabalho desloca a memória do campo nostálgico para o campo ativo: memória como corpo, como território, como presença em disputa.
Enraizada nas cosmologias Tupi-Guarani e na simbologia da cerâmica ancestral, sua pesquisa investiga o corpo feminino indígena como território sensível e político — espaço atravessado por apagamentos históricos, mas também por continuidade e força.
A cerâmica não opera como suporte, mas como linguagem. Modelar, brunir e queimar tornam-se operações rituais que transformam matéria em memória ativa. O grafismo converte superfície em narrativa.
Entre fragmentação e reconstrução, suas obras afirmam pertencimento, espiritualidade e resistência simbólica.
Trajetória e Reconhecimento
Com inserção crescente no circuito artístico brasileiro, Nabi participa de salões e mostras que consolidam sua pesquisa no campo da cerâmica contemporânea e das artes visuais.
Entre as exposições destacam-se:
XXI Mostra de Arte do Vale do Paraíba (SP);
Arte² – Perspectivas do Real: Miradas Poéticas (Unicentro – PR);
Mostra As Taubateanas (SP);
Salão de Artes Plásticas de Suzano (SP);
5º Salão Ceramistas do Brasil (SP).
Sua produção integrou recentemente exposição no Ateliê Casarão, em São Paulo, ampliando sua inserção no circuito independente paulistano.
Suas obras integram acervos institucionais e coleções particulares.
Memória não é passado. É presença em disputa.